30 de mar de 2015

Unção que Despedaça o Jugo

Introdução:
O tema abordado neste breve estudo está dentro de um contexto de cativeiro e promessa de restauração, através da unção. O texto lido de Isaias 10:27 narra o acontecido em 2 Reis 19, este evento aconteceu em 701 a.C., quatro anos após Senaqueribe tornar-se rei da Assíria. Este monarca era filho de Sargão II, nessa época Assíria era uma potencia mundial sua capital era Nínive. Eram um povo militar e comercial, simples nos seus costumes, mas cruéis e ferozes, também conhecida como cidade sanguinária, guerreando as nações vizinhas durante séculos e praticando as maiores atrocidades. Cortavam as mãos e os pés, os narizes e as orelhas, vazavam os olhos aos cativos e faziam pirâmides com as cabeças dos cativos, a alguns pregavam suas peles nos muros de suas cidades, empalavam e queimavam vivos os habitantes das cidades conquistadas. Os assírios eram sempre um povo de receio e de horror para o povo de Israel, por esse motivo encontramos Jonas fugindo dela, com receio de sua vida.

Nesse tempo também em Israel reinava Ezequias, na posse do novo rei da Assíria (Senaqueribe) Ezequias parou de enviar o dinheiro como pagamento de tributos anuais, na esperança de que a Assíria o ignorasse. Quando Senaqueribe e seu exercito retaliaram, Ezequias percebeu seu erro e pagou o tributo, mesmo assim a Assíria o atacou. Apesar de Senaqueribe ter invadido Judá, não era ávido pela guerra como os reis assírios anteriores, e preferiu gastar a maior parte do seu tempo em construir e ornamentar sua capital, Nínive. Com a redução da freqüência das invasões, Ezequias foi capaz de instituir muitas reformas e fortalecer a nação.   

Embora a Assíria não soubesse que fazia parte do plano de Deus, o Senhor usou essa nação para castigar o seu povo. Deus realiza seus planos na história, mesmo sendo rejeitado por povos e nações. Nosso Deus soberano e poderoso não colocou simplesmente o mundo em movimento e o abandonou! Ele está no controle, aleluia!
É nesse tempo de grande crise em Israel que Deus levanta a Isaias para decretar profeticamente o fim dos inimigos de Israel, quando Assíria sitiou a Jerusalém Deus enviou um anjo e foram mortos em só noite 185 mil soldados assírios.

O verso 27 para ser entendido temos, de lê-lo e dividi-lo hermeneuticamente.
E acontecerá, naquele dia: no dia em que Deus mandou seu anjo 2Rs 19:35. 
Que a sua carga será tirada do seu pescoço: o cativeiro da Assíria.
E o jugo será despedaçado: a submissão e escravidão
Por causa da unção: Israel é a nação ungida por Deus e quem toca na unção será despedaçado, removido a nada, que Deus derrame em nossos corações essa unção desejada e esperada, para o fim de nossos cativeiros.   

REVELAÇÃO – MESSIÂNICA

O termo Messiânico ou MASIAH = LIBERTADOR = RESGATADOR, a raiz do substantivo é o verbo MASAH, que tem geralmente o sentido de “UNGIR”. (qualidade do sujeito). A idéia de ungir tem o conceito de alisar com a mão. “Messias” (Jo 1:41, 4:25); (Lc 4:18; At 4:27).

Dois termos derivados do verbo

O primeiro é MISHÂ (Ungüento usado para a unção), também é referido para coisas consagradas.
O segundo é MASÎAH, expressa a indicação sobre a qual a unção é praticada.

O uso mais comum é derivado do verbo MASAH, é expressar a idéia de unção, que é feita pelo derramamento ou aspersão de óleo sobre objetos ou pessoas, que tem um profundo significado no Velho Testamento.
O verbo MASAH aparece 29 vezes no Pentateuco – ocorrem em contexto de culto, com objetos para o culto ou com pessoas sendo ungidas com óleo.
O verbo MASAH aparece nos Profetas Anteriores cerca de 25 vezes (todas estas passagens falam de unção de Reis ex: 1 Sm 10:1).
O verbo MASAH aparece 5 vezes nos Profetas Posteriores (Ex: Is 21:5), quando ordena que os príncipes que untem seus escudos com óleo. A unção de um Sacerdote (1Cr 29:22). Etc...
O termo MASÎAH refere-se a pessoa divina, real sagrada, reveladora, representadas por várias ofícios e personalidades. Definem pessoas e ilustram a pessoa que é o MESÎAH, este termo não foi usado na revelação inicial e do conceito Messiânico. À medida que esta revelação progrediu e se desdobrou, os vários messias humanos que, juntamente com eventos e fenômenos, retratam ou prefiguram o grande Messias esperado e sua obra. Foram dando mais clareza ao conceito messiânico, até que o termo MASÎAH veio designa-lo, bem com sua obra.

1- ) – O ATO DE UNGIR NO VELHO TESTAMENTO

Com que intenção no Velho Testamento o ato de ungir era praticado?
Há 4 intenções.

1 – Designação.
2 – Separar ou consagrar.
3 – Ordenar ou atribuir autoridade.
4 – Qualificar ou equipar para o ofício e suas tarefas.

1 – Designação.

(1 Sm 16:3 e 13) Samuel foi levado a casa de Jessé para preparar o oferecer um sacrifício e ungir um dos filhos de Jessé para ser rei. Samuel não foi informado a respeito de qual era o filho, pelo contrário ele recebeu ordens de preparar o sacrifício e aguardar as instruções do Senhor, que no momento próprio “apontará” ou “designará”. O derramar do óleo em sua cabeça indicará publicamente sua escolha como rei (1 Sm 16: 1-13).
O ato de Ungir traz a idéia de designação, apontamento ou eleição em outros contextos também quando Samuel derramou óleo sobre a cabeça de Saul e informou-o de que o Senhor o tinha ungido rei. A principal idéia foi a de informar (1 Sm 10:1).
Além da designação, apontamento ou eleição de um rei, a unção pode ser aplicada a um profeta, (1Rs 19:16-21) a unção de Elizeu como profeta e sucessor de Elias. (1Rs 19:2, 2Rs 2:13, 14).
O apontamento de Arão como sumo-sacerdote (Êx 29:7; 40:13) e de seus filhos como sacerdotes, foi feito unicamente pelo ato da unção.
Em (Is 61:1-3) o apontamento do grande servo ministrante é indicado pela frase “O Senhor me Ungiu”. No caso de Absalão é evidente que ele apontou-se a si mesmo como rei, mas manobrou para motivar o povo a apoiá-lo. Assim também pode ser dito que o povo o elegeu e apontou como rei, embora não seja dito quem realmente derramou óleo sobre ele em nome do povo. A proposta bíblica de designação no N.T aponta para uma chamada escolhida a dedo pelo próprio Deus ou decreto de nomeação, em 1Tm 1:1 à está escrito Paulo apóstolo de Jesus Cristo segundo o mandado, ou decreto de nomeação, quem nomeia o obreiro, ou profeta aqui na terra é o Senhor, hoje há muitas nomeações humanas, ministérios fracassados, Igrejas vazias, vidas vazias, porque derramaram óleo sobre a cabeça, sem direção divina, Deus só honra aqui, quem ele escolhe na eternidade. 
O Velho Testamento deixa bem claro que o único legitimamente designado para ser ungido é aquele que o Senhor escolheu. No caso da unção do sumo-sacerdote e dos sacerdotes, Moisés realizou o ato. Não há nenhum registro de um rei, um profeta ou um sacerdote, ungido a si mesmo, ou a seu sucessor, ou a um outro rei.

2 – Separar ou Consagrar.

Quando se lêem os relatos da fuga de Davi diante do rei Saul, levanta-se a questão: por que Davi não se aproveitou a oportunidade para matar seu perseguidor quando esta se apresentou?
A resposta nas duas ocasiões é que Davi não queria tocar no ungido do Senhor. (1 Sm 24:6 – 11; 26:9-24). A resposta está no fato de que, uma vez ungido, o individuo está posto à parte ou consagrado ao Senhor. Um laço específico era estabelecido com Deus, na separação dos homens e mulheres, em geral e dos aspectos comuns da vida em particular.
A unção do sacerdote, o lugar de reunião e os objetos a serem usados no culto dão expressão definida aos conceitos de pôr à parte e consagrar. Ex: quando Moisés ia consagrar um sacerdote o cume da cerimônia era a unção antes havia um sacrifício e vestes sacerdotais (Êx: 29; 1:37) óleo v.7. esta unção era o ápice da cerimônia. Eles eram consagrados e posto a parte do povo, tendo sido purificados estavam em uma relação estreita e específica com o Senhor e representavam o povo diante de Deus. Assim, tocar aviltar e atacar o ungido era como aproximar-se do próprio Senhor. O ato de ungir tinha o significado de separar consagrar. Quando o óleo da unção foi derramado sobre o Tabernáculo, tudo o que ele continha foi separado para o serviço do Senhor, ainda sendo objetos, “como já vimos antes”.
Em suma, ser ungido não era somente ser separado da massa e da impureza, ser colocado numa relação especial de pureza e serviço ao senhor, mas também ser colocado sob a proteção especial do Senhor Todo-Poderoso. Além disso, significava atrair a ira de Deus sobre os que procurassem manchar, ferir ou destruir o que fora ungido, tal como aconteceu com Nadabe e Abiu, mortos por oferecer fogo estranho no altar de Deus (Lv. 10: 1-2).  

3 – Ordenar ou atribuir autoridade.

As pessoas que foram separadas eleitas receberam tarefas específicas. Este comissionamento era também parte integrante ou função distinta da unção. Ao que é ungido é dado o direito, a capacidade e a autoridade para agir no exercício de sua função. A distinção entre a autoridade e as qualificações deve ser mantida.
Ex: Saul recebeu a autoridade de reinar. Davi sempre considerou, corretamente que Saul tinha o direito de ser reconhecido como o ungido rei. Ele reconhecia que Saul tinha autoridade para reinar, entretanto Saul mostrou que não tinha qualificações para exercer o reinado. Saul não podia ser removido deste oficio por homens. Somente por Deus e até que Deus o fizesse Saul deveria ser honrado como ungido detentor do ofício. Ainda que não tivesse qualificações para isto. Ser ungido era ser colocado em posição de autoridade especifica.
(Êx 30:30). À ênfase nessa passagem não é o primeiro que tudo, sobre o que esses homens ungidos deviam fazer, mas o que eles deviam SER. Eles eram sacerdotes, Eles tinham a autoridade de funcionar na presença de Deus, em seu favor e em favor de seu povo. Uma vez posto nesta posição eles deveriam cumprir com os deveres relacionados à posição.
A idéia de dar autoridade há um profeta está presente na transferência do oficio de Elias para Elizeu, recebendo o seu manto, um símbolo de oficio de autoridade. Elizeu demonstrou que tinha realmente herdado o oficio e a autoridade de Elias, o profeta, quando, invocando o nome do Senhor, feriu as águas (2 Rs 2:14-15). A divisão das águas confirmou seu oficio e autoridade. Em relação à unção de Reis é inequivocantemente claro. Todos foram eleitos pelo Senhor. (1 Sm 15:17).

4 – qualificar ou equipar para o ofício e suas tarefas.

Deve ser destacado que a idéia de unção no V.T implica a incapacidade inerente daqueles que são eleitos, designados, apontados, separados, consagrados, ordenados e colocados em posição de autoridade para praticar os deveres se seu oficio especifico. As pessoas têm de serem equipadas e receber qualificações para funcionar de maneira aceitável.
A concessão de qualificação por Deus as pessoas eleitas é ilustrada pelo caso de Saul. Quando ungido, ele tornou-se qualificado pela presença do Espírito Santo. (1 Sm 10:6), mas quando o E.S se retirou dele (1 Sm 16:14) embora ele ainda permanecesse em posição de autoridade, não mais estava qualificado, segundo as exigências do Senhor para o servir como rei.
Depois da purificação dos sacerdotes, o derramamento de óleo sobre eles significava a capacitação divina para servirem como mediadores entre Deus e o homem.
Isaias dá expressão definida à capacidade do profeta (Is 61: 1-3). É o Espírito Santo de Deus que, capacita aquele que é consagrado para proclamar, administrar cura e fazer da liberdade uma realidade.
Deus capacita o homem para funcionar em seu favor. E Ele capacita o homem para funcionar em seu favor. E Ele capacita de Si mesmo, isto é, de seu Espírito, aos representantes humanos não qualificados que escolheu para servir a Ele e a seu povo.
    
2 – O ATO DE UNGIR NO NOVO TESTAMENTO

Conferindo a prática de utilizar o óleo da unção do V.T no N.T, temos apenas como ato profético, e tipológico, os visitantes antes de comer eram ungidos, os enfermos eram ungido nas epístolas só existe uma referencia sobre a unção, no tocante aos enfermos Tiago 5:14. O azeite simboliza o Espírito Santo e seu poder sanador; a unção com azeite estimula a fé.

A unção do Espírito Santo é notável quanto à sua riqueza de significados.

Nas Escrituras, o óleo é usado nas solenidades de unção, mas também é comumente usado como símbolo do Espírito Santo, posto que era usado nos ritualismos do Velho Testamento de modo correspondente com a sua operação na vida do crente. Era usado para alimento, luz, lubrificação, para a cura das enfermidades e para suavizar a pele.

1. a unção é símbolo de alegria.

(Pv 27:9) O óleo é símbolo de alegria, em Is 61:3 narra sobre óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, o escritor da carta aos hebreus cita trechos do AntigoTestamento (Sl 45:6-7), para dizer que Jesus foi ungido com óleo de alegria (Hb 1:9). No sermão da montanha Jesus ordena a quem jejua, que pratique a unção da cabeça e lave o rosto para que não se apresente abatido, com o rosto desfigurado e triste (Mt 6:17-18).
A alegria bíblica é qualidade baseada em Deus e derivada dele. Isaias associa a alegria com a plenitude vindoura da salvação de Deus. (Is 49:13). É um resultado de uma profunda comunhão entre Cristo e sua Igreja.

A bíblia aponta a alegria em três direção:
            A alegria é um mandamento
            A alegria é transcircunstancial
            A alegria é cristocêntrica
O cativeiro nos deixa triste, as crises tiram nossa alegria, as enfermidades tiram nossa alegria, porém Deus tem uma unção de alegria para esses últimos dias de sua Igreja na terra. Salmo 126 quando a unção e restauração chegaram, chegou também a alegria aleluia.
A verdadeira alegria vem em meio às tribulações, pois Deus derrama a sua graça de maneira abundante em meio a luta e provações do dia a dia.

2 . a unção do espírito é símbolo de honra.

Essa idéia aparece na Bíblia no salmo 23: “preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo, o meu cálice transborda”. No N.T são mencionados dois episódios em que Jesus é honrado através da unção com óleo(Lc 7:37-38).

3 . está relacionado á cura.

A unção com óleo era amplamente usada também com finalidade medicinal (Is 1:6; Tg 5:14). O evangelista Marcos afirma que os doze discípulos curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo (Mc 6:12-13).
J.B. Motyer defende a idéia de que “o uso do azeite para ungir os enfermos é mais bem entendido da mesma maneira, como algo que aponta para o Espírito Santo, doador da vida”.
É importante entender que os significados até aqui considerados salientam e descrevem mais o aspecto original, cerimonial e histórico da unção. Entretanto, estes significados têm relevâncias na vida do cristão hoje.

3 – A UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO É UM PRÉ-REQUISITO INCONDICIONAL PARA MINISTÉRIOS ESPECÍFICOS.

Ao analisarmos a história bíblica percebemos a importância que é dada à unção como fator incondicional para o exercício de tarefas, funções e ministérios especiais.

1. A unção e os ministérios:

a) ministério Sacerdotal, Real e Profético.
Entre os ministérios Sacerdotal e Real, destaca-se o ministério profético, pois esse se dava também sob a unção do Espírito Santo. Porém, os profetas não eram submetidos ao ritual da unção com óleo. Em referencia a eles é utilizada figurativamente a palavra ungir para designar a investidura no ministério profético, bem como o aspecto carismático da sua missão. (Is 61:1).

b) Ministério de Cristo.
Conforme as palavras do Apóstolo Pedro em Atos 10:38, “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder...” O próprio Jesus referiu-se a sua unção, afirmando que nEle cumpriu a profecia de Isaias: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu...”(Lc 4:17-21). Esta passagem está colocada no inicio do ministério publico de Jesus e aponta as diretrizes de seu Ministério, que é orientado, inspirado, assistido e realizado sob a unção do Espírito Santo, que o envolve quando de seu batismo (Lc 3:21-22).

c) Ministérios de outros personagens bíblicos.
A Bíblia fala, por exemplo, de Bezalel, artista qualificado por Deus através do Espírito Santo para a obra do tabernáculo (Êx 31:1-3). Também de Josué que em virtude do poder do Espírito em sua vida foi designado sucessor de Moisés (Nm 27:18-23). Faltaria tempo e espaço para falar também de Sansão (Jz 13:24-25), dos discípulos (At 2:4; 13:52), de Barnabé (At 11:24) e de muitos outros.

d) Ministério da Igreja.
Deus separou obreiros segundo suas vocações para os referidos ministérios localizados em Ef 4:11, porém a unção do Espírito Santo vem dar legitimidade, confirmação e autoridade nesse ministério recebido da parte de Deus, a Unção é uma forma figurada de referir-se ao poder especial comunicado pelo Espírito Santo para a realização da obra de Deus. Trata-se de um revestimento que o servo de Deus recebe e do qual depende para realizar de maneira poderosa e eficaz a obra para a qual Deus o vocaciona.
1 Jo 2:20 “ E vós tendes a unção do Santo...” imagine o que o Apóstolo está dizendo, nós temos a unção que procede de Jesus, aquela mesma que estava sobre Jesus inerente a ele e seu ministério profético aleluia.

Vejamos Atos 10:38 e dividimos assim esse versículo:
                        Unção com o Espírito Santo. Autoridade e delegação.
                        Unção com virtude. Poder explosivo.
                        Unção de libertação. Ministério Profético.
                        Unção a glória de Deus. A presença de Deus.

4 – A UNÇÃO DO ESPIRITO SANTO É INDISPENSÁVEL PARA LEGITIMAR A VOCAÇÃO CRISTÃ.

Passamos a considerar agora uma dimensão totalmente nova quanto à unção do Espírito Santo propriamente dita. Como deve ser esta unção hoje?

1. Uma unção mais interior do que exterior.
Trata-se de uma unção onde o ritual dá lugar à importância do significado espiritual. “O verdadeiro significado é místico, e não sacramental. A verdadeira unção é um contato genuíno com o Espírito, por parte da alma humana. Pode ser simbolizada por certos ritos, mas a sua substancia transcende ao que é ritual”. É preciso evitar e corrigir os desvios teológicos daqueles que hoje põem mais ênfase na exterioridade do ritual do que na interioridade da experiência com Deus.
Há segmentos religiosos, e até mesmo dentro de nossas Igrejas, pessoas que estão mais preocupadas com as evidencias exteriores que sucedem a unção, do que com a unção que antecede as evidencias. Muito mais do que um revestimento externo, a unção do espírito é como que o fluir de rios de águas viva que brotam do interior daquele que crê no Senhor (Jo 7:37-39).

2. Uma unção que legitima a posse da promessa da aliança.
O povo de Deus é um povo ungido, descrito como nação de sacerdotes e reis que constituem uma raça eleita, santa e de propriedade exclusiva de Deus (1 Pd 2:9). Esta privilegiada condicionada é possibilitada pela obra redentora de Cristo e legitimada na vida do cristão mediante a unção do Espírito Santo (1 Co 1:21-28).

3. Uma unção que distingue o verdadeiro do falso cristão.
Esta unção que proporciona ao crente o conhecimento e o discernimento das coisas de ordem espiritual o distingue daqueles que não foram ungidos pelo Senhor – os anticristos – os quais se levantam contra o Senhor, negando-O e tentando usurpar o Seu lugar (II Ts 2:3-4). Ainda hoje, a unção do alto é um critério inconfundível para distinguir quem é quem. Quanto maior a medida desta unção, maior será a perseverança, o conhecimento, o compromisso com a verdade, a confiança, a coerência.

A unção do Espírito não é privilégio de alguma classe especial ou de algumas pessoas apenas. No ambiente da Nova Aliança, a unção do Espírito Santo atinge indistintamente a todo cristão autêntico, sendo a sua marca registrada e conforme ensina o apostolo Paulo, “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9).

Pr. Nilton Jorge
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