11 de ago de 2015

A mulher que roubou a cena!

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Na passagem do Evangelho de São João em seu capítulo 12 e versículos 1 ao 11, uma cena interessante chama atenção! Jesus vai até Betânia, na casa de Lázaro, este mesmo que o havia ressuscitado dos mortos. Na ocasião fizeram uma ceia e Jesus estava acompanhado de seus discípulos e Marta os serviam. Ora, quem não queria ver Jesus e a Lázaro ressuscitado, a curiosidade tomou conta dos judeus. Alguns já haviam escutado sobre o grande milagre que Jesus fez, mas talvez queriam ter a certeza do que acontecera.
Em meio a conversa, Maria pegou o que tinha de mais precioso, um unguento de nardo puro, que na época valia muito e o usou para ungir os pés de Jesus, enxugando com seus cabelos. A Bíblia diz que a casa se encheu daquele cheiro, fazendo com que um dos discípulos chamado Judas Iscariotes, sim aquele mesmo que havia de trair Jesus, se incomodou com "tal desperdício".
Algumas lições são possíveis de tirar dessa passagem tão conhecida da igreja:

  • quando realmente vamos ao templo para cultuar quem identificamos que se encontra no ambiente? O cantor? O pregador famoso? Um visitante ilustre? Os amigos? Quem verdadeiramente chama nossa atenção? Quem nos importa que esteja ali? Enquanto, os discípulos e outros judeus estavam olhando Lázaro, porque não foram ali só por causa de Jesus, conforme diz no texto, Maria não perdeu a oportunidade. Para ela não importava a presença das outras pessoas na casa, até quem recebeu o milagre, mas ela concentrou seu olhar no dono do milagre: Jesus. E isso não acontece nos dias de hoje? Vamos ao culto para ver o cantor, o pregador, o amigo, prestamos atenção em tantas pessoas, menos na presença de Jesus. Associamos a benção a quem recebeu os milagres e não ao dono dos milagres;
  • Maria pegou o que ela tinha de mais precioso para prestar sua adoração. Quantas vezes queremos cantar melhor para competir com outro irmão, queremos pregar com palavras muito rebuscadas, mesmo que os ouvintes não compreendam nada, só para colocar em evidência nosso conhecimento, querendo glória para nós mesmo. O interessante é que Maria não se importou com os demais presentes na casa, ela simplesmente se derramou em adoração. Muitas vezes nos contemos pensando o que as pessoas vão achar e nos limitamos muito na adoração ao Senhor. O dia em que entrarmos no templo e, verdadeiramente, pegarmos o que temos de mais precioso e colocar aos pés de Jesus, não iremos sair vazios, mas com o coração transbordando de alegria;
  • quando se fala em adoração de verdade, sempre aparece os incomodados. Aqueles que acham um desperdício tudo o que você está oferecendo. Quantas pessoas não experimentam a comunhão mais profunda com o Senhor, porque privam a si mesmos de darem o melhor. Na primeira murmuração, já param e não se rendem mais. Sempre existiu e sempre haverá os incomodados na igreja, porém Jesus não deixou que a adoração daquela mulher fosse frustrada;
  • enquanto Lázaro deveria ser a atração daquele dia, pois as pessoas poderiam ver o milagre de perto, Maria roubou a atenção toda para ela. Entrou em cena e aproveitou a oportunidade, não porque queria ser vista por aqueles que estavam na casa, mas só queria a oportunidade de adorar Jesus. Quando nosso objetivo é adorá-lo, mesmo sem percebemos, chamamos atenção, não só do Mestre, mas de todos que estão ao nosso redor.
Portanto, ao prestarmos nosso culto, devemos ser racionais em direcionar a quem de direito nossa adoração: ao Senhor Jesus Cristo! Não vamos perder oportunidade! "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!" (Efésios 3.20-21)