7 de ago de 2015

Nas pisadas do Mestre


Muitos querem ser mestres, mas poucos querem aprender!
Muitos se dizem mestres, porém são carentes de bons exemplos para dar!
Muitos querem ser mestres, no entanto se recusam a servir!
É comum estarmos diante de pessoas que, todos os dias, passam por momentos difíceis e, por mais que queremos aconselhá-las, só depois de passarmos pelas mesmas situações, é que podemos compreendê-las melhor. E aqui começa o exemplo mais que perfeito do mestre Jesus. "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Hebreus 4.15). Ele nos entende porquê também foi tentado em todos os aspectos, assim como nós.
Experimentou todos sentimentos que cercam a vida humana e situações comuns que nos sucedem todos os dias. Teve fome "E tendo jejuado quarenta dias e quanta noites, depois teve fome" (Mateus 4.2); teve sede "...Disse Jesus: Dá-me de beber." (João 4.7b); dormiu "E, navegando eles, adormeceu." (Lucas 8.32a); foi traído "E Jesus lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?" (Lucas 22.1458); sentiu agonia "E, posto em agonia, orava mais intensamente." (Lucas 22.44a); teve seu momento de glória "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz nos céus e glória nas alturas!" (Lucas 19.38); foi odiado "E outras muitas coisas diziam contra ele blasfemando" (Lucas 22.65); foi acusado injustamente "E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem!" (Lucas 23.4); foi desprezado "Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém" (Lucas 9.53); foi humilhado "E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele apresentando-lhe vinagre." (Lucas 23.36). Enfim, muitas outras situações poderiam ser citadas, mas estas já demonstram que Jesus experimentou cem por cento da vida humana, ou melhor, teve uma vida humana também. Tudo para poder nos socorrer naquilo que ele mesmo também passou!
Diante de tudo isso, como homem, poderia ter uma visão distorcida e rancorosa da vida. Poderia ter abandonado e desistido de sua missão: oferecer a si mesmo para salvar a humanidade. No entanto, decidiu continuar até o fim.
E, algumas atitudes nos chama atenção e serve-nos como exemplo a ser seguido. Vejamos:
-Um mestre serve antes de ser servido: Ao lavar os pés dos seus discípulos, Jesus sabia que quem o havia de trair estava entre eles. Mas aquilo que queremos que as pessoas nos façam, devemos fazer também. Jesus não excluiu o traidor. Não deixou de fazer o bem mesmo diante do mal que advinha sobre sua vida. Muitos querem só querem ser servidos e não aprenderam a servir. Nosso exemplo fará com que as pessoas nos ouçam, teremos credibilidade;
-O amor não faz acepção de pessoas (Lucas 19.1-10): Ao entrar na casa de Zaqueu, o publicano (que roubava parte dos tributos arrecadados), Jesus demonstra que todos, sem exceção, tem uma chance de mudar. Em momento nenhum Jesus compactuou com a atitude dele, mas mostrou que sua vinda também foi para salvá-lo. Isto nos mostra que, mesmo aqueles que julgamos não merecer salvação, o evangelho deve ser pregado, deve ser oferecida a oportunidade de mudar;
-Sentimento nobre de compaixão (Marcos 6.30-44): A multiplicação dos cinco pães e dois peixes, demonstra o cuidado, o amor ao próximo, de não despedir a multidão vazia, com fome. Jesus se compadeceu que teria que fazer algo para amenizar a situação naquele momento. Quantas vezes as pessoas têm vindo até nós vazias, com fome e, simplesmente não fazemos nada?;
-Não perder o foco mesmo quando muitos nos abandonam (Ev. João 6.60-71): Jesus tinha uma missão a cumprir e não poderia mudar seu discurso só porque a maioria reclamava por achá-lo duro demais para ouvir. Jesus sabia que o Pai contava com ele. Não devemos desistir da nossa missão, do nosso objetivo, porque nem sempre teremos apoio da maioria que estão ao nosso redor. Nem sempre as pessoas irão compreender e vestir nossa camisa. Não devemos deixar de seguir Jesus, porque não temos apoio de quem está a nossa volta. Mesmo que seja difícil o caminho, devemos manter o foco. Tomar a posição de Pedro sempre, pois reconheceu que só Jesus tem palavras que o conduziam à vida eterna. Os valores eternos são mais valiosos do que os terrenos;
-Jesus não julgou, mas perdoou (Ev. João 8.1-11): Quando foi-lhe levado uma mulher adúltera, muitos esperavam a condenação, porém sua atitude surpreendeu os acusadores: quem não tivesse pecado, deveria atirar a primeira pedra. Jesus perdoou, orientando-a que não cometesse mais aquele ato, dando-lhe um novo recomeço. Quantas vezes estamos prontos para condenar antes de oferecer o perdão?;
-Na linguagem da multidão: Jesus queria que a mensagem alcançasse as pessoas de uma forma prática e clara. Então usou parábolas para facilitar o aprendizado. Que lição tirar dessa atitude? Muitas vezes temos que nos adaptar a quem nos ouve para termos êxito na comunicação. Quantas vezes queremos aconselhar alguém, mas nem sequer falamos a mesma linguagem que a pessoa. Até a colocação de nossas palavras pode expressar soberba, arrogância! O fato de procurarmos um meio mais eficaz de comunicação não tira o diploma de ninguém!;
-A vontade do Pai (Deus): Horas antes de se iniciar o processo que levaria Jesus à crucificação, ele pediu ao Pai, se possível, que não tivesse que passar por aquele momento terrível. Mas uma missão deveria ser cumprida, então de forma submissa procurou fazer a vontade do Pai. Existem momentos que nos aflige de tal forma e nos leva a pensar na possibilidade de arrancá-los das páginas da nossa vida. O Pai sabe o caminho da conquista de um objetivo, o que é necessário passarmos para alcançá-lo. Nem sempre é como imaginamos, então o melhor a fazer é pedir que seja feita a vontade dele em nossas vidas. 
Muitas lições o Mestre dos mestre nos deixou e são válidas até hoje. Discorrer sobre o assunto levariam páginas e páginas de reflexão. 
Os casos dados como exemplos servem apenas para pensarmos como temos tratado nosso próximo? Como temos lidado com situações que acontecem todos os dias? Falamos tanto de Jesus, mas estamos realmente dispostos para segui-lo? Estamos seguindo as pisadas do Mestre? Ou boicotamos o aprendizado fazendo somente o que nos convém? 
Ninguém é perfeito, porém se temos bons exemplos para seguir, por que negar isto a nós mesmo?
Não siga Jesus de longe!
Chegue mais perto!
E descobriremos o quanto podemos mudar nossas atitudes!