O vento e a erva - Isaías 40:7

Wilma Rejane


Seca-se a erva, caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40: 7-8 e I Pedro 1:24,25.

A Vida é breve, como as frágeis flores que cobrem algumas planícies da Palestina. Desabrocham, exalam perfume, beleza, mas quando o vento sopra sobre elas, em questão de segundos se despedaçam e se vão para nunca mais voltar. Em contraste com essa finitude, está a Palavra de Deus, que permanece para sempre. Ela é como o ar, o vento que mantem viva todas as espécies de seres planetários, é o hálito que sopra nas ervas.
E esse hálito, pode ser entendido como: liberdade, juízo, julgamento. João 3:8 diz: "O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito."
João compara o novo nascimento a ação do Espírito Santo, um vento soprando, nas ervas, nos homens.

Coisas vão e vêm,…

Unção do Espírito Santo: Como deve ser esta unção hoje?



   Passamos a considerar agora uma dimensão totalmente nova quanto à unção do Espírito Santo propriamente dita. 



1. Uma unção mais interior do que exterior.

   Trata-se de uma unção onde o ritual dá lugar à importância do significado espiritual. “O verdadeiro significado é místico, e não sacramental. A verdadeira unção é um contato genuíno com o Espírito, por parte da alma humana. Pode ser simbolizada por certos ritos, mas a sua substancia transcende ao que é ritual”. É preciso evitar e corrigir os desvios teológicos daqueles que hoje põem mais ênfase na exterioridade do ritual do que na interioridade da experiência com Deus. 
Há segmentos religiosos, e até mesmo dentro de nossas Igrejas, pessoas que estão mais preocupadas com as evidencias exteriores que sucedem a unção, do que com a unção que antecede as evidencias. Muito mais do que um revestimento externo, a unção do espírito é como que o fluir de rios de águas viva que brotam do interior daquele que crê no Senhor (Jo 7:37-39). 


2. Uma unção que legitima a posse da promessa da aliança.

   O povo de Deus é um povo ungido, descrito como nação de sacerdotes e reis que constituem uma raça eleita, santa e de propriedade exclusiva de Deus (1 Pd 2:9). Esta privilegiada condicionada é possibilitada pela obra redentora de Cristo e legitimada na vida do cristão mediante a unção do Espírito Santo (1 Co 1:21-28).


3. Uma unção que distingue o verdadeiro do falso cristão.

   Esta unção que proporciona ao crente o conhecimento e o discernimento das coisas de ordem espiritual o distingue daqueles que não foram ungidos pelo Senhor – os anticristos – os quais se levantam contra o Senhor, negando-O e tentando usurpar o Seu lugar (II Ts 2:3-4). Ainda hoje, a unção do alto é um critério inconfundível para distinguir quem é quem. Quanto maior a medida desta unção, maior será a perseverança, o conhecimento, o compromisso com a verdade, a confiança, a coerência.

4. Uma unção como marca de Cristo
A unção do Espírito não é privilégio de alguma classe especial ou de algumas pessoas apenas. No ambiente da Nova Aliança, a unção do Espírito Santo atinge indistintamente a todo cristão autêntico, sendo a sua marca registrada e conforme ensina o apostolo Paulo, “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9).