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13 de nov de 2016

Unção do Espírito Santo: Como deve ser esta unção hoje?



   Passamos a considerar agora uma dimensão totalmente nova quanto à unção do Espírito Santo propriamente dita. 



1. Uma unção mais interior do que exterior.

   Trata-se de uma unção onde o ritual dá lugar à importância do significado espiritual. “O verdadeiro significado é místico, e não sacramental. A verdadeira unção é um contato genuíno com o Espírito, por parte da alma humana. Pode ser simbolizada por certos ritos, mas a sua substancia transcende ao que é ritual”. É preciso evitar e corrigir os desvios teológicos daqueles que hoje põem mais ênfase na exterioridade do ritual do que na interioridade da experiência com Deus. 
Há segmentos religiosos, e até mesmo dentro de nossas Igrejas, pessoas que estão mais preocupadas com as evidencias exteriores que sucedem a unção, do que com a unção que antecede as evidencias. Muito mais do que um revestimento externo, a unção do espírito é como que o fluir de rios de águas viva que brotam do interior daquele que crê no Senhor (Jo 7:37-39). 


2. Uma unção que legitima a posse da promessa da aliança.

   O povo de Deus é um povo ungido, descrito como nação de sacerdotes e reis que constituem uma raça eleita, santa e de propriedade exclusiva de Deus (1 Pd 2:9). Esta privilegiada condicionada é possibilitada pela obra redentora de Cristo e legitimada na vida do cristão mediante a unção do Espírito Santo (1 Co 1:21-28).


3. Uma unção que distingue o verdadeiro do falso cristão.

   Esta unção que proporciona ao crente o conhecimento e o discernimento das coisas de ordem espiritual o distingue daqueles que não foram ungidos pelo Senhor – os anticristos – os quais se levantam contra o Senhor, negando-O e tentando usurpar o Seu lugar (II Ts 2:3-4). Ainda hoje, a unção do alto é um critério inconfundível para distinguir quem é quem. Quanto maior a medida desta unção, maior será a perseverança, o conhecimento, o compromisso com a verdade, a confiança, a coerência.

4. Uma unção como marca de Cristo
A unção do Espírito não é privilégio de alguma classe especial ou de algumas pessoas apenas. No ambiente da Nova Aliança, a unção do Espírito Santo atinge indistintamente a todo cristão autêntico, sendo a sua marca registrada e conforme ensina o apostolo Paulo, “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9).