O vento e a erva - Isaías 40:7

Wilma Rejane


Seca-se a erva, caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40: 7-8 e I Pedro 1:24,25.

A Vida é breve, como as frágeis flores que cobrem algumas planícies da Palestina. Desabrocham, exalam perfume, beleza, mas quando o vento sopra sobre elas, em questão de segundos se despedaçam e se vão para nunca mais voltar. Em contraste com essa finitude, está a Palavra de Deus, que permanece para sempre. Ela é como o ar, o vento que mantem viva todas as espécies de seres planetários, é o hálito que sopra nas ervas.
E esse hálito, pode ser entendido como: liberdade, juízo, julgamento. João 3:8 diz: "O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito."
João compara o novo nascimento a ação do Espírito Santo, um vento soprando, nas ervas, nos homens.

Coisas vão e vêm,…

O ato de ungir no Antigo Testamento




Com que intenção no Velho Testamento o ato de ungir era praticado?
Há 4 intenções.

1 – Designação.
2 – Separar ou consagrar.
3 – Ordenar ou atribuir autoridade.
4 – Qualificar ou equipar para o ofício e suas tarefas.

1 – Designação.

(1 Sm 16:3 e 13) Samuel foi levado a casa de Jessé para preparar o oferecer um sacrifício e ungir um dos filhos de Jessé para ser rei. Samuel não foi informado a respeito de qual era o filho, pelo contrário ele recebeu ordens de preparar o sacrifício e aguardar as instruções do Senhor, que no momento próprio “apontará” ou “designará”. O derramar do óleo em sua cabeça indicará publicamente sua escolha como rei (1 Sm 16: 1-13).
O ato de Ungir traz a idéia de designação, apontamento ou eleição em outros contextos também quando Samuel derramou óleo sobre a cabeça de Saul e informou-o de que o Senhor o tinha ungido rei. A principal idéia foi a de informar (1 Sm 10:1).
Além da designação, apontamento ou eleição de um rei, a unção pode ser aplicada a um profeta, (1Rs 19:16-21) a unção de Elizeu como profeta e sucessor de Elias. (1Rs 19:2, 2Rs 2:13, 14). 
O apontamento de Arão como sumo-sacerdote (Êx 29:7; 40:13) e de seus filhos como sacerdotes, foi feito unicamente pelo ato da unção.
Em (Is 61:1-3) o apontamento do grande servo ministrante é indicado pela frase “O Senhor me Ungiu”. No caso de Absalão é evidente que ele apontou-se a si mesmo como rei, mas manobrou para motivar o povo a apoiá-lo. Assim também pode ser dito que o povo o elegeu e apontou como rei, embora não seja dito quem realmente derramou óleo sobre ele em nome do povo. A proposta bíblica de designação no N.T aponta para uma chamada escolhida a dedo pelo próprio Deus ou decreto de nomeação, em 1Tm 1:1 à está escrito Paulo apóstolo de Jesus Cristo segundo o mandado, ou decreto de nomeação, quem nomeia o obreiro, ou profeta aqui na terra é o Senhor, hoje há muitas nomeações humanas, ministérios fracassados, Igrejas vazias, vidas vazias, porque derramaram óleo sobre a cabeça, sem direção divina, Deus só honra aqui, quem ele escolhe na eternidade.  
O Velho Testamento deixa bem claro que o único legitimamente designado para ser ungido é aquele que o Senhor escolheu. No caso da unção do sumo-sacerdote e dos sacerdotes, Moisés realizou o ato. Não há nenhum registro de um rei, um profeta ou um sacerdote, ungido a si mesmo, ou a seu sucessor, ou a um outro rei.


2 – Separar ou Consagrar

Quando se lêem os relatos da fuga de Davi diante do rei Saul, levanta-se a questão: por que Davi não se aproveitou a oportunidade para matar seu perseguidor quando esta se apresentou?
A resposta nas duas ocasiões é que Davi não queria tocar no ungido do Senhor. (1 Sm 24:6 – 11; 26:9-24). A resposta está no fato de que, uma vez ungido, o individuo está posto à parte ou consagrado ao Senhor. Um laço específico era estabelecido com Deus, na separação dos homens e mulheres, em geral e dos aspectos comuns da vida em particular.
A unção do sacerdote, o lugar de reunião e os objetos a serem usados no culto dão expressão definida aos conceitos de pôr à parte e consagrar. Ex: quando Moisés ia consagrar um sacerdote o cume da cerimônia era a unção antes havia um sacrifício e vestes sacerdotais (Êx: 29; 1:37) óleo v.7. esta unção era o ápice da cerimônia. Eles eram consagrados e posto a parte do povo, tendo sido purificados estavam em uma relação estreita e específica com o Senhor e representavam o povo diante de Deus. Assim, tocar aviltar e atacar o ungido era como aproximar-se do próprio Senhor. O ato de ungir tinha o significado de separar consagrar. Quando o óleo da unção foi derramado sobre o Tabernáculo, tudo o que ele continha foi separado para o serviço do Senhor, ainda sendo objetos, “como já vimos antes”.
Em suma, ser ungido não era somente ser separado da massa e da impureza, ser colocado numa relação especial de pureza e serviço ao senhor, mas também ser colocado sob a proteção especial do Senhor Todo-Poderoso. Além disso, significava atrair a ira de Deus sobre os que procurassem manchar, ferir ou destruir o que fora ungido, tal como aconteceu com Nadabe e Abiu, mortos por oferecer fogo estranho no altar de Deus (Lv. 10: 1-2).  

3 – Ordenar ou atribuir autoridade.

As pessoas que foram separadas eleitas receberam tarefas específicas. Este comissionamento era também parte integrante ou função distinta da unção. Ao que é ungido é dado o direito, a capacidade e a autoridade para agir no exercício de sua função. A distinção entre a autoridade e as qualificações deve ser mantida. 
Ex: Saul recebeu a autoridade de reinar. Davi sempre considerou, corretamente que Saul tinha o direito de ser reconhecido como o ungido rei. Ele reconhecia que Saul tinha autoridade para reinar, entretanto Saul mostrou que não tinha qualificações para exercer o reinado. Saul não podia ser removido deste oficio por homens. Somente por Deus e até que Deus o fizesse Saul deveria ser honrado como ungido detentor do ofício. Ainda que não tivesse qualificações para isto. Ser ungido era ser colocado em posição de autoridade especifica. 
(Êx 30:30). À ênfase nessa passagem não é o primeiro que tudo, sobre o que esses homens ungidos deviam fazer, mas o que eles deviam SER. Eles eram sacerdotes, Eles tinham a autoridade de funcionar na presença de Deus, em seu favor e em favor de seu povo. Uma vez posto nesta posição eles deveriam cumprir com os deveres relacionados à posição.
A idéia de dar autoridade há um profeta está presente na transferência do oficio de Elias para Elizeu, recebendo o seu manto, um símbolo de oficio de autoridade. Elizeu demonstrou que tinha realmente herdado o oficio e a autoridade de Elias, o profeta, quando, invocando o nome do Senhor, feriu as águas (2 Rs 2:14-15). A divisão das águas confirmou seu oficio e autoridade. Em relação à unção de Reis é inequivocantemente claro. Todos foram eleitos pelo Senhor. (1 Sm 15:17).

4 – qualificar ou equipar para o ofício e suas tarefas.

Deve ser destacado que a idéia de unção no V.T implica a incapacidade inerente daqueles que são eleitos, designados, apontados, separados, consagrados, ordenados e colocados em posição de autoridade para praticar os deveres se seu oficio especifico. As pessoas têm de serem equipadas e receber qualificações para funcionar de maneira aceitável.
A concessão de qualificação por Deus as pessoas eleitas é ilustrada pelo caso de Saul. Quando ungido, ele tornou-se qualificado pela presença do Espírito Santo. (1 Sm 10:6), mas quando o E.S se retirou dele (1 Sm 16:14) embora ele ainda permanecesse em posição de autoridade, não mais estava qualificado, segundo as exigências do Senhor para o servir como rei.
Depois da purificação dos sacerdotes, o derramamento de óleo sobre eles significava a capacitação divina para servirem como mediadores entre Deus e o homem.
Isaias dá expressão definida à capacidade do profeta (Is 61: 1-3). É o Espírito Santo de Deus que, capacita aquele que é consagrado para proclamar, administrar cura e fazer da liberdade uma realidade.
Deus capacita o homem para funcionar em seu favor. E Ele capacita o homem para funcionar em seu favor. E Ele capacita de Si mesmo, isto é, de seu Espírito, aos representantes humanos não qualificados que escolheu para servir a Ele e a seu povo.