O quarto homem



  Por Pastor Nilton Jorge
 
Nabucodonozor era um homem embriagado pelo poder. Estava cego pelo próprio fulgor da sua glória. Ele não se contentou apenas em ser rei e o maior rei da terra. Ele quer ser adorado. Ele quer ser Deus. Ele quer que os seus deuses sejam adorados. Edifica uma estátua de ouro e ordena que todos os súditos a adorem. A vontade do rei era lei absoluta. Ninguém podia recusar a obedecer a suas ordens. Ele era um homem mau, truculento e sanguinário. 2. poder dos tiranos e dos déspotas poderosos sempre encontram seus limites em pessoas fiéis a Deus. Os três jovens hebreus provocaram uma nota dissonante no meio daquela sinfonia de servilismo. Eles se recusam a pecar. Eles são ameaçados. da multidão. São intransigentes. São inconformistas. A verdade é inegociável. Não transigem com os absolutos de Deus. Estão prontos a morrer, mas não a pecar. 
   ELES SOFRERAM MUITO a) O v. 12 – a acusação: ingratidão e desrespeito. b) O v. 15 – A nova oportunidade e a ameaça: morte e impossibilidade de livramento. c) O v. 16 – Não precisamos defender Deus, apenas honrá-lo: d) O v. 17-18 – Cabe-nos obedecer a Deus e não administrar as conseqüências . e) O v. 19-20 – A ira dos homens é louca: aquecer a fornalha sete vezes e atar. f) O v. 25 – A intervenção do quarto homem é miraculosa: O fogo os livra das cordas e o quarto homem os livra do fogo.
   NESSE EPISÓDIO, APRENDEMOS ALGUMAS LIÇÕES IMPORTANTES:
    I. FIDELIDADE É UMA QUESTÃO INEGOCIÁVEL – V. 12 • 
O principal ensino deste capítulo não é o livramento miraculoso. Não temos dificuldade de acreditar em milagres. O principal ensino neste capítulo é que três crentes jovens são tentados a praticar o mal e recusam-se a fazê-lo. Estão dispostos a discordar de todos, ainda que isso signifique uma morte horrível. “Transigir” não é uma palavra do vocabulário deles. O pecado é pecado, e eles não o cometerão. Estão dispostos a morrer, mas não pecar. Eles não eram produto do meio. Eles estavam cercados de pessoas conformistas, mas eles tinham coragem para ser diferentes. • Nosso compromisso não é com o sucesso, mas com a fidelidade a Deus. Muitas vezes a fidelidade a Deus pode nos levar a ser rejeitados pelo grupo, a sermos despedidos de uma empresa, a sermos rejeitados na escola ou até mesmo a sermos mal compreendidos na família. Há muitas pessoas que conseguem o sucesso, vendendo suas consciências, transigindo com os valores absolutos. Esses moços não! • Muitos jovens e muitos crentes hoje são tentados a ceder. Jovens cristãos são instados a se embriagarem com os seus amigos ou a perder a virgindade antes do casamento. São tentados a mentir para os pais, a ver filmes indecentes, a ficar sob luzes piscantes e curtir músicas maliciosas. Os que são fiéis a Deus são chamados de retrógrados. Para muitos crentes a pressão parece irresistível. Mas fidelidade é uma questão inegociável.
    II. MUITAS VEZES DEUS NÃO NOS LIVRA DOS PROBLEMAS, MAS NOS PROBLEMAS – V. 21,25 •
 Deus não livrou os seus servos da provação, mas preservou-os na provação. Ele não impediu que os seus servos fossem atados, mas o fogo que devia destruí-los teve que livrá-los das cordas. • Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. A inveja e o ódio dos acusadores, a ira e a arrogância do rei, as cordas dos algozes e as chamas do fogo. Tudo está sob o controle de Deus. • Vida cristã não é uma colônia de férias. Vivemos num mundo hostil. Somos atacados de todos os lados. Muitas vezes, Deus nos prova, nos leva para o deserto, nos coloca na fornalha e nos acrisola. Muitas vezes, Deus não nos livra dos problemas, mas nos problemas. Quando passamos pelas águas, ele está conosco. Quando atravessamos os rios, ele atravessa conosco. Quando passamos pelo fogo, as chamas não ardem em nós. • Os jovens foram jogados na fornalha, mas o quarto homem os livrou na fornalha. O fogo os libertou das amarras e o quarto homem os libertou do fogo. O próprio Nabucodonosor que disse: (v. 15) “E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos” agora, precisa dizer: (v. 28) “Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego o qual enviou o seu anjo e livrou os seus servos que confiaram nele”.
    III. QUANDO TODOS OS RECURSOS DA TERRA ACABAM, ENCONTRAMOS O SOCORRO DO QUARTO HOMEM – V. 24-25 • 
O livramento no fogo é a estratégia de Deus. Quando somos fiéis a Deus, ele tem um encontro conosco na fornalha. Só temos duas escolhas: ou ficamos fora da fornalha com Nabucodosor, ou dentro dela, com Cristo. Não há meio termo. Mas o lugar de calor irresistível é também o lugar de comunhão intensa com o Salvador. • O quarto homem sempre vem ao nosso encontro na hora da aflição. Na hora da dor, na hora da humilhação. Ele é o Deus do livramento. É o Deus das causas perdidas. Jesus é o quarto homem que não o poupa da fornalha, mas o livra do fogo. • Muitos homens de Deus já estiveram na fornalha: Abraão no Moriá; Jacó no vau de Jaboque; José na prisão, Jó no monturo, Davi nos desertos; Daniel na cova dos leões, Pedro no cárcere; João deportado na ilha de Patmos. Todos esses à semelhança dos três jovens hebreus experimentaram a companhia do quarto Homem na fornalha.
   CONCLUSÃO: - EM QUE FORNALHA VOCÊ ESTÁ? 
a) Problemas conjugais – O amor está esfriando, as mágoas estão crepitando como fogo, o diálogo está acabando? Sente que o seu casamento está amarrado, atado e atirado numa fornalha acesa de dor e lágrimas? O quarto Homem pode hoje trazer a você livramento.
 b) Problemas financeiros – Situação amarga, noites indormidas, madrugadas insones, ansiedade, portas fechadas, desemprego, salário defasado, compromissos à porta? O quarto Homem pode trazer livramento. Ele é o dono de todo o outro e de toda a prata.
 c) Problemas espirituais – A sua vida devocional está doente. Acabou a alegria da intimidade com Deus. Cessou a oração fervorosa, a devoção a Deus, a paixão pelas almas. O quarto Homem pode incendiar de novo o seu coração.
 d) Problemas sentimentais – Você está com medo: medo da solidão, do abandono, de não ser aceito, de tropeçar, de naufragar. Mas Jesus pode livrar você hoje.
FONTE: Blog Pastor Nilton Jorge