AD Brás


       Assembleia de Deus Madureira

   Entre eles a Assembleia de Deus Madureira, fundada pelo pastor Paulo Leivas Macalão em 1930 na cidade de Brasília, no Distrito Federal. Macalão esteve à frente do ministério e também liderando a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil até o ano de 1982 quando veio a falecer.
   Sob a presidência de Manoel Ferreira, a AD Madureira foi se distanciando a Convenção até que em 1989 se desligaram por completo da CGADB. Hoje ainda sob comando do bispo Ferreira a igreja tem um grande templo na cidade de São Paulo no bairro do Brás.
   Conhecida como AD Brás, ela tem quebrado com os usos e costumes, atraindo mais jovens e promovendo eventos para que esse público permaneça na igreja. A igreja de São Paulo é liderada pelo pastor Samuel Ferreira.


O terceiro templo sede: na Avenida Celso Garcia, 560.

"Minha Obra será grande neste lugar; como uma árvore frutífera
cujos galhos atingirão até o exterior"

Reportagem de João Cruzué

   Esta profecia se cumpriu literalmente nos 70 anos seguintes. Em 13 de julho de 1938, teve início na Capital paulista o Ministério do Brás. A primeira congregação de Madureira no estado de São Paulo. Esta reportagem foi escrita por mim em 1988, na época do Jubileu de Ouro da Igreja e foi publicada no jornal Arauto Cristão. Para fazê-la, fiz duas entrevistas: uma com o pastor Isidro Cabreira da congregação do Sacomã e  a outra com o Pr. Artur Lourenço dos Santos da Igreja AD da Vila Olímpia. Já passaram-se mais de 25 anos. Na época, fui pessoalmente na Rua da Glória, no Bairro da Liberdade, onde cliquei uma foto do salão do nº 605, onde tudo começou.

   O Ministério do Brás, na verdade, foi gestado em outro estado, quando um pastor da Igreja Assembleia de Deus do Rio de Janeiro teve uma revelação de Deus. Em visão ele viu um salão com uma placa de aluguel. O nome desse pastor era Paulo Leivas Macalão. Pastor Paulo não perdeu tempo. Acompanhado da esposa, Zélia, e do cunhado Sylvio Brito, viajou a São Paulo afim de receber mais provas da vontade de Deus.

   Andando pelas ruas do antigo Centro da Capital paulista, passou em frente ao número 605 da Rua da Glória onde reconheceu o salão e viu a placa de aluguel. Era um espaço de 6 x 3,5m. Na época desta reportagem era usado pela empresa Max - Chen.

   A primeira família que congregou na Rua da Glória, segundo o Pastor Artur, foi o casal Luiz e Maria Mori. No final de 1938, também passou a congregar ali, recém-chegados de Palmares - PE, a família do irmão Artur Lourenço dos Santos. Pai, mãe e irmãos. Levados por vizinhos. Pastor Artur mostrou-me seu cartão de membro trazia o número 23.

   Entre 1939 e 1940, também vieram congregar na Rua da Glória, a família Cabreira. Pai, mãe e filho de nome Isidro Cabreira. Mais tarde, o segundo Pastor do Brás que também tive o prazer de gravar entrevista.

   Para chegar aos cultos da Rua da Glória, todo domingo a família do Pastor Isidro tomava o Bonde da linha Fábrica-Praça da Sé. Lá se reuniam com outros irmãos e seguiam para fazer três cultos ao ar-livre. O primeiro no Largo São Paulo (Almeida Jr.), o segundo no Largo da Pólvora, finalizando na Rua 11 de Agosto, abaixo do Palácio da Justiça. Estes cultos ao ar-livre era a força de evangelização da Igreja aliada aos convites que se faziam às famílias dos vizinhos.

   O Senhor encorajava a Igreja pela sua palavra enviada aos seus servos, os profetas. Para aceitar a fé nos anos 40 e prosseguir no Caminho, só mesmo ouvindo a voz de Deus pelas profecias, afirmou o Pr. Artur. A discriminação e a perseguição eram tantas, que era difícil para um crente arranjar emprego.

   Por exemplo: ninguém queria uma empregada doméstica crente. O inimigo estava nas Igrejas Católicas. Os padres difamavam os crentes perante a comunidade dizendo que eles subiam pelas paredes, comiam carne humana, e que não passavam de macumbeiros. As pedras atiradas nos telhados das Igrejas na hora dos cultos eram frequentes.

   Na década de 40 havia apenas duas Igrejas Pentecostais. A Assembleia de Deus e a Congregação Cristã no Brasil.

   As primeiras vigílias de oração aconteciam no "monte". Não havia conveniência para vigiar nem nas casas nem nos salões, por causa das pressões dos vizinhos. O "monte" fica pelos lados de Pirituba, onde não havia casas nas redondezas. Ali os crentes podiam orar à vontade, mesmo em voz alta.

   A congregação ficou na Rua da Glória por mais ou menos dois anos. Dali seguiu para a Rua da Cantareira no ano de 1941. Por falta de registro foi fechada. De novo, vieram do Rio para São Paulo o Pastor Paulo Macalão e o Irmão Alípio para regularizar a situação.

   Um capitão da PM morava no andar de cima do salão. Incomodado com o barulho dos louvores e com o som instrumentos de sopro mandou verificar se a Igreja possuía licença de funcionamento. Não tinha.

   A obra de Deus foi reaberta. Não mais abaixo da residência do capitão, mas na Rua da Mooca, nº 403. Dali seguiu para a Rua Rangel Pestana, 995. O primeiro terreno da Igreja sede do Ministério do Brás, na Rua Major Marcelino, foi comprado pelo Pastor Antônio Alves. Nele foi construído um templo em um corredor muito comprido de 5m de largura.

   Sob a presidência do Pastor Álvaro Mota a casa vizinha foi comprada. Derribada, juntamente com o primeiro templo. Ali se assentou as bases e foi construído o segundo templo. Em 1962 foi inaugurado o grande templo da Rua Major Marcelino. Com a derrubada do primeiro templo, enquanto o segundo templo não ficava pronto, a congregação alugou pela última vez um salão de cultos. Na Rua Brigadeiro Machado, onde permaneceu por pouco mais de um ano, retornando para congregar no térreo do templo em construção, quando a nave da Igreja ficou pronta.
   Os recursos financeiros para a construção vieram através de um sistema de bloquinhos de papel organizado pelo Pastor Álvaro Mota.

   Depois disso, um novo templo da sede do Ministério do Brás foi inaugurado na Avenida Celso Garcia.

   De 1939 até o ano de 2009, passaram pela presidência do Ministério do Brás 14 Pastores. Samuel Ferreira é o nome atual pastor. Aqui vão os nomes de todos deles, em ordem cronológica.

1 - Pastor Paulo Leivas Macalão;

2 - Pastor Syvio Brito;

3 - Pastor Jácomo da Silva;

4 - Presbítero Enoque;

5 - Pastor Samuel Ramalho;

6 - Pastor Antonio Alves dos Santos;

7 - Pastor Otávio José de Souza;

8 - Pastor Álvaro Mota;

9 - Pastor Manoel Francisco da Silva;

10 - Pastor Alexandre Alegria;

11 - Pastor José Eduardo Modesto;

12 - Pastor Antonio Ianoni;

13 - Pastor Raimundo Linhares;

14 - Pastor Lupércio Vergniano;

15 - Pr. Samuel Ferreira, o atual pastor.


Pastor Samuel Ferreira

SamuelNatural de Garça, interior de São Paulo, Bacharel em Direito pela UNIP. Sua formação teológica iniciou-se pelo IBAD (Instituto Bíblico da Assembleia de Deus), posteriormente se formou como bacharel, mestre e doutor em teologia.
O pastor é Presidente da Assembleia de Deus no Brás (SP) e também Presidente da CONEMAD-SP ( Convenção Estadual das Assembleias de Deus – São Paulo), Presidente Executivo da CONAMAD (Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira), Presidente da Junta Conciliadora do Estado de São Paulo, e diretor Executivo da Editora Betel, com sede na capital do Rio de Janeiro e filiais em Campinas, São Paulo e Goiânia (GO).
Casado há mais vinte anos com a pastora Keila Ferreira, é pai de Manoel Ferreira Netto, hoje pastor da Assembleia de Deus em Campinas e da evangelista Marinna Ferreira, líder da Frente Jovem do CORAFESP e integrante do ministério de louvor Brás Adoração.
É autor de livros, como: ‘Os três grandes conselhos’, ‘Como superar a Crise de Esperança no Mundo’ e ‘Inveja, a síndrome do Punhal’.
A Assembleia de Deus é a maior denominação pentecostal do País – estima-se que tenha 15 milhões de adeptos, cerca de metade dos protestantes brasileiros –, historicamente ela foi caracterizada pela postura austera e tradicional.
Em 2006 ao assumir a Assembleia de Deus no Brás, Pastor Samuel Ferreira de imediato implantou o plano de crescimento, sendo um dos responsáveis por uma grande mudança de mentalidade e costumes na estrutura da Assembleia de Deus.

Pastora Keila Ferreira

KeilaBacharel em Direito pela Universidade Paulista; Bacharel em Teologia pelo Instituto Bíblico Ebenézer; Presidente do IDEAS – Instituto de Desenvolvimento Educacional e Assistência Social; Presidente do CORAFESP – Congresso Feminino de Oração e Ação do Estado de São Paulo (que reúne mais de 35.000 mulheres); Presidente da CIBEN – Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Nacional (com a representação de mais de 250.000 mulheres); Presidente do ENEP – Encontro Nacional de Esposas de Pastores.
É também Pastora Evangélica e Conferencista Internacional, autora do livro ‘Melhor do que ganhar jóias’, que em seu conteúdo mostra exemplos e lições que dignificam a beleza da mulher.
O IDEAS presidido pela pastora ajuda centenas de famílias sem levar em conta o credo religioso. Incentivando e priorizando a área educacional, assistência e inclusão social, distribuindo mais de 2.500 cestas básicas por ano, fora a capacitação através de cursos profissionalizantes.
Casada com o pastor e presidente da Assembleia de Deus do Brás, é mãe de dois filhos, Manoel Ferreira Neto, pastor da Assembleia de Deus em Campinas e evangelista Marinna Ferreira, integrante do ministério de louvor Brás Adoração.