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Congregação Cristã do Sétimo Dia

1993: Congregação Cristã do Sétimo Dia

   Fundada em Santa Catarina no ano de 1993, pelo ancião Luis Bento Machado, na época, um dos anciães mais antigos naquele estado. 

   O ancião Luis Bento se afastou da CCB em 1993, quando fundou a Congregação Cristã do Sétimo dia, uma característica particular desta dissidência da CCB é que além de guardar o sábado, eles também celebram a santa ceia com pão ázimo e suco de uva. 

   Na ultima Assembléia Anual, no Brás, em que Luis Bento participou, presidida pelo então ancião presidente Vitório Angare, o ancião Luis Bento sendo um dos mais velhos anciães do Brasil, e representante do Estado de Santa Catarina, foi um dos que se reuniram as portas fechadas com o Conselho de Anciães. Nesta reunião foi lido na integra pelo irmão Vitório o principio da criação, contido no capítulo 1 e 2 do livro de Gênesis, logo em seguida Angare discorreu com a pregação da Palavra, porém, a pregação abordou até o sexto dia. Foi quando o ancião Luis Bento se diz ter sido tocado pelo Espírito Santo e enxergou que a CCB se omitia acerca da guarda do sétimo dia. 

   Após alguns meses, se valendo que da grande amizade que mantinha com o ancião Vitório Angare, Luis Bento entrou em contato com Vitório, que sugeriu uma reunião em sua residência para tratar desse particular. A reunião aconteceu e pacificamente trataram do assunto, e ao que relata Bento, Angare não o contradisse em nenhum momento, assim, o ancião Luis Bento retornou a Santa Catarina, onde por mais dois anos esteve a frente da CCB. 

   Porém, a noticia de Luis Bento reconhecia o sétimo dia como um dia a ser guardado por orientação da Palavra de Deus vazou a nível nacional. Para tratar dessa questão Vitório Angare convocou uma Assembléia Geral Extraordinária, que foi realizada na sede da CCB em Itajaí - SC, a reunião foi presidida pelo próprio ancião Luis Bento, e Vitório Angare por motivo de enfermidade não participou desta reunião, mas enviou Luiz Sanches e Silas Pedrozo para representar a cúpula da CCB. A reunião teve duração de 8 horas, os presentes na reunião manifestaram o desejo de que Luis Bento continuasse a liderar a CCB em Santa Catarina, mas determinaram que o mesmo deveria fazer uma retratação publica sobre a questão da guarda do sábado, reconhecendo que era um equivoco da sua parte. Era dia de sábado, a reunião se encerrou e em seguida deu-se inicio ao culto daquele dia, o ancião Luis Bento deu inicio ao serviço de culto e fez o seguinte pronunciamento:

"Fazem 36 anos que eu palmilho neste caminho, e TUDO o que eu fiz aqui, foi por amor a obra de Deus! Se algum dia, eu fiz alguma coisa errada, aqui dentro da igreja, à algum irmão, que me perdoe! Porque fazem 2 anos que Deus me revelou acerca do sábado, e a Congregação Cristã no Brasil (apontava para saudosos representantes da CCB que se encontravam sentados no primeiros banco), não reconhece este dia como mandamento da Lei de Deus!!!, e por "este motivo" eu me afasto do ministério, oreis a Deus por mim, que nas minhas orações eu orarei por todos vós... Deus Seja Louvado!".
   Após este pronunciamento, deixou o púlpito e se sentou junto ao ministério ali presente, então, Luiz Sanches subiu ao púlpito e disse:
"Tudo foi feito para que o nosso irmão Luiz Bento Machado ficasse no nosso meio, mas não foi possível; doravante ele continua sendo nosso irmão, mas como um irmão qualquer!".
   Muitos membros choraram com aquela cena, talvez, inédita em se tratando de Congregação Cristã.

   Representantes do ministério central (Brás), procuraram Luis Bento Machado para que assinasse sua carta de renúncia como ancião da CCB, porém, Luis Bento não assinou tal carta assim se justificando:

“não estou renunciando.., eu estou APENAS me afastando do ministério, este ministério que me fora confiado, como "ancião" foi Deus quem me deu! E por isso, não devo assinar a carta de renúncia para nenhuma sociedade religiosa, mas sim, levarei comigo para a sepultura”.

   Ao contrário de Aldo Ferretti, Luis Bento Machado não sofreu nenhum tipo de perseguição, ou seja, nenhuma circular foi expedida, talvez, para não chamar a atenção dos membros.