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16 de jul de 2017

Universal do Reino de Deus




O coreto

   Tudo começou em um coreto no subúrbio do Rio de Janeiro. Com teclado, microfone e uma Bíblia, o então pastor Edir Macedo Bezerra ia todos os sábados ao bairro do Méier. Subia os sete degraus do coreto e pregava para poucos. Eram os primeiros passos da Igreja Universal, que teve como principal incentivadora a senhora Eugênia, mãe do hoje bispo Edir Macedo.

A funerária

   A primeira igreja foi erguida onde funcionava uma antiga funerária, no bairro da Abolição, também no Rio de Janeiro. O primeiro culto foi realizado naquele local, em 9 de julho de 1977. A ajuda dos primeiros membros foi fundamental. Albino da Silva encontrou o imóvel. Dona Lindalva doou o ventilador.

   Uma antiga fábrica de móveis no número 7.702 da Avenida Suburbana foi alugada, parecendo ser o local ideal para iniciar a Obra. O galpão se tornou o grande templo da Abolição, com capacidade inicial para 1,5 mil fiéis. Mas logo precisou ser ampliado e, atualmente, comporta 2 mil pessoas confortavelmente sentadas.

O batismo

   Logo nos primeiros anos, a nova Igreja atraiu milhares de pessoas, simbolicamente convertidas sempre com a imersão na água (cerimônia conhecida pelos cristãos como batismo). A procura foi tamanha que, pouco tempo depois da inauguração do primeiro templo, foi necessário mudar para um imóvel maior, na rua da antiga funerária.

O povo

   Com o crescimento vertiginoso, a Igreja decidiu reunir em um mesmo local seguidores de diversos templos, nas chamadas concentrações. Uma das mais conhecidas foi realizada no Maracanãzinho (Rio de Janeiro), que ficou lotado.

A prisão

   A expansão da Igreja Universal, visível após o investimento em meios de comunicação e a organização de grandes eventos, gerou forte preconceito religioso. Os ataques colocaram o bispo Edir Macedo na prisão. Alguns anos depois, a Justiça o inocentou de todos os processos e inquéritos que o levaram à cadeia.

As grandes concentrações

   Iniciadas em 1987, as concentrações viraram costume entre seguidores da Universal. O evento chamado “Dia D – Dia da Decisão”, realizado em 2010, levou ao Autódromo de Interlagos, na capital paulista, mais de 2 milhões de pessoas, e outros 2 milhões à Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Universal no mundo

   “... Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.39) A frase é curta, mas é um dos mais importantes mandamentos de Deus. Ciente disso, a Universal faz essas palavras valerem na prática.

   Muito além do trabalho de pregar os preceitos da Bíblia para a manutenção da vida espiritual, a instituição age diretamente na melhoria da qualidade de vida de fiéis, e mesmo daqueles que não frequentam a Igreja, nos diversos países em que atua.

   Há necessidades básicas que influenciam positivamente quando satisfeitas: alimentação, saúde, higiene, cultura... Tudo isso faz parte da tão falada vida plena. A Universal providencia recursos para satisfazer essas carências em comunidades às vezes esquecidas pelas autoridades, ou para pessoas ignoradas por suas próprias famílias.

Fome de vida

   Todas as noites, 842 milhões de pessoas (de acordo com relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas – ONU – em 2013) vão dormir com fome em todo o planeta – o equivalente a um ser humano a cada oito no mundo, neste mesmo ano. Com base nisso, o Centro de Ajuda Pare de Sofrer, na África do Sul, une voluntários treinados e credenciados pelo governo local para distribuir comida, roupas e cobertores a comunidades carentes.

   Mas a fome não é o único problema. Boa parte da população sul-africana está contaminada com o vírus da aids ou com tuberculose. Na tentativa de conter o avanço da aids, o Centro de Ajuda distribui preservativos e realiza campanhas de prevenção.

   Um trabalho bem parecido é feito na Zâmbia, também na África, onde o Força Jovem Universal (FJU) visita hospitais e dá atenção coletiva e individual a internos. Além do carinho, a juventude da Universal leva material de higiene e alimentos. No mesmo país, entidades como orfanatos e asilos são abastecidas pelo grupo da Igreja, e moradores de rua são resgatados de uma vida em meio ao lixo e à degradação física, moral e espiritual. Vários hoje moram em um espaço próprio, com tudo de que precisam.

Países ricos também querem qualidade de vida

   Mas não só países em grandes dificuldades têm necessidades. Em Portugal, por exemplo, qualquer ajuda é bem recebida em tempos de crise, ainda que a qualidade de vida no país europeu seja considerada boa.

   No Dia da Criança local, por exemplo, comemorado em junho, a Universal promove, nas principais cidades portuguesas, por meio de sua Escola Bíblica Infantojuvenil (EBI) e da Turminha da Fé Teen (TF Teen), eventos especiais para receber crianças e seus familiares com muita alegria.

   Já no Japão, entre outros problemas, a terceira idade não tem a devida atenção, por exemplo. O Grupo Calebe, projeto da Universal voltado aos idosos em vários países, constantemente promove palestras sobre saúde e bem-estar para eles. A ajuda é bem-vinda: uma em cada cinco pessoas com mais de 65 anos no país asiático vive sozinha, em constante solidão.

   É aí que entra o Calebe, com terapia ocupacional, atividades físicas, passeios turísticos e vários outros programas. A solidão é combatida diretamente: pessoas que nem a família visita mais recebem os voluntários, que as ajudam nas compras, levam a exames médicos e as auxilia no transporte para a igreja e para as suas casas.

   Há muitas outras iniciativas da Universal nos quase 100 países ao redor da Terra em que a Igreja está presente, sem as quais, milhões ainda estariam sofrendo – e outros que ainda sofrem não veriam um horizonte promissor, como passaram a ver. São pessoas que voltaram a sonhar, a querer, e hoje sabem que é possível realizar.