Renúncia: uma decisão difícil, mas tão importante atualmente!


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Dentre vários significados para a palavra renúncia, estão: "negar ou recusar algo ou alguma coisa" e "deixar de possuir alguma coisa" são os que utilizaremos no decorrer dessa reflexão. 
Se perguntássemos a qualquer pessoa sobre o nível de facilidade em renunciar, provavelmente, a maioria responderia "difícil" ou "muito difícil". Talvez esteja entre algumas das decisões mais difíceis e até dolorosas que alguém possa fazer. Deixar de ter razão, deixar de ganhar para que outra pessoa não sofra perdas, deixar a discussão por um momento de paz, deixar uma zona de conforto em busca de um objetivo maior, são pontos que nos levam a pensar muito sobre considerá-los ou não. Até mesmo para uma consagração religiosa é preciso renunciar muitos prazeres que o impediram de seguir em frente, que servirão meramente de distrações.
Do mesmo modo, recusar ofertas tentadoras que colocam em risco uma carreira construída por anos, uma família que foi construída com tanto amor e dificuldades, um patrimônio que lhe custou anos de trabalho, sempre nos colocam diante de decisões vitais.
A grande questão é: quais benefícios ou malefícios a renúncia pode trazer? Todos os dias estamos diante de escolhas a fazer, sejam insignificantes ou de grande impacto na nossa vida. 
Então o mais sábio a se fazer é considerar o que se ganha e o que se perde, tanto a curto, médio, longo prazo e, ousadamente, para a eternidade. 
No meio cristão, a história de Naamã¹, um general do exército sírio, na antiguidade, esteve diante desse impasse para obter uma cura. Além da grande lição que aprendemos a respeito da humildade, ele teve que renunciar sua honra, temporariamente, e fazer aquilo que o profeta ordenou. Não diferente de nós, houve questionamentos, exitou muito e quis recusar, mas diante de um conselho sábio de seu servo, renunciou a arrogância de sua posição e teve seu objetivo alcançado. Muitas vezes estamos como esse general, somos incapazes de renunciar alguma coisa por um bem maior, porque estamos presos a nossa posição profissional, eclesiástica, civil, etc. Quantas vezes preferimos continuar com nossa razão e continuar doente, triste, magoado, rancoroso, brigado com alguém. Optamos não renunciar para não dar "o gostinho" para o outro, porém não pensamos que aquilo que é necessário para ficar tudo bem é tão importante diante da nossa razão. Se tiver que perder, o sofrimento é maior ainda, porque não queremos aceitar nossas perdas. Veja que a relutância a respeito da renúncia é momentânea, os malefícios são ilusões diante de algo maior para se conquistar: a família, a paz, um relacionamento, uma carreira, uma promoção, um bem material. Parece que a cultura do "não se prostrar", "não ceder", "não se humilhar", cegou os olhos de muita gente. Aquilo que parece ser sábio, torna-se tolice na vida. Falamo muitos dos exemplos magníficos de Jesus e seus efeitos, no entanto, para segui-los exige renúncia, muita renúncia. 
O ego humano tem sido uma pedra de tropeço para desfrutarmos mais do que a vida tem a oferecer. Esquecemos que, em muitas situações, temos que perder para ganhar, calar para ouvir e compreender, perdoar para ser livre de sentimentos amargos que distorcem nossa visão da vida. Não importa quem somos, qual a posição que temos, quantas razões nos são dadas como direito, se somos incapazes de recomeçar! Negar algo para obter maior aproveitamento dos relacionamento, da vida, não é e não pode ser alvo de deboche e sim de sábia decisão. Se duas pessoas estão para cair em um abismo e a única solução para evitar isso for dar as mãos: o que escolherão? Viver mais ou cada um cair com sua razão? Por isso que, sabiamente, o conselho de Jesus para negar a nós mesmo ainda nos dá valiosas lições atualmente. Esse negar compreende nossos desejos, vontades, pensamentos, que nos impede de alcançarmos algo muito maior. Não muito estranho ao nosso entendimento, é assim em várias questões na vida: vejamos que para ser bem sucedido nos estudos, quantos admiráveis pensadores, engenheiros, médicos, professores, grandes empresários, jogadores, cantores, entre outros, renunciaram o tempo de dormir mais, de lazer e diversão, de companhias agradáveis? Muitos fizeram todos esses sacrifícios e outros que poderiam ser relacionados, e seu fim foi de sucesso.
A renúncia traz uma sensação de bobagem no primeiro instante carregadas de críticas daqueles que preferem afundar o barco do que se salvar, mas depois lhe trará profundo prazer de uma sábia decisão!
Seja em qualquer área da sua vida, não exite em renunciar para haver uma mudança significativa em sua vida. Renunciar se traduz em humilhação para muitos, mas aquele que se humilha é exaltado, vê seus bons frutos. Considere avaliar qual o valor e peso da renúncia na situação que você esteja vivendo. E deixe que as possíveis consequências lhe mostre a direção. Não poderia terminar essa reflexão sem citar que, caso esteja totalmente perdido, tenha fé em Deus e peça ajuda para fazer sua escolha!

¹ A BÍBLIA. Naamã é curado da lepra. II Reis capítulo 5 e versos 1 -19. Tradução de João Ferreira Almeida.