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Martírio de João Marcos, o santo evangelista, em 64 d.C.



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Acredita-se que Marcos, o santo evangelista, é o mesmo Marcos das Sagradas Escrituras, com o sobrenome de João. Ele era de circuncisão, sobrinho de Barnabé, e sua mãe chamava-se Maria, uma mulher piedosa que cedia sua casa para os cultos em Jerusalém. (At 12:1; Cl 4:10). Ele começou como ajudante de Paulo e Barnabé, mas na viagem a Panfília ele acabou voltando para Jerusalém. Posteriormente o apóstolo Paulo o recomendou para a igreja em Colossos, pedindo que fosse recebido como obreiro no reino de Deus. Também pediu que Timóteo levasse Marcos até onde ele estava, já que lhe era muito útil em seu ministério. (Cl 4:11; 2 Tm 4:11). Este Marcos esteve na prisão com Paulo, dando-lhe assistência enquanto preso. (Fl 23-24). O apóstolo Pedro em sua epístola aos cristãos dispersos chama Marcos de filho. (1 Pe 5:13). Sem dúvida faz isso porque através do evangelho, ele o regenerou em Cristo. Ou então porque ele era seu discípulo, intérprete e o escritor do evangelho que leva seus pensamentos. Jeronimo diz assim: “Marcos, o discípulo de Pedro, a pedido dos irmãos em Roma, escreveu um pequeno evangelho, usando como base aquilo que Pedro lhe dissera. Quando o viu, aprovou e permitiu que fosse lido à igreja”. Depois, quando Pedro mandou Marcos ao Egito, ele passou por Aquilea, capital de Friol, onde converteu muitos a fé, deixando Hermagoras como pastor da igreja. Depois viajou para a África, enchendo a Líbia, Marmórica, Amônica e Pentápolis com a doutrina do santo evangelho. Finalmente, ele permaneceu alguns anos na Alexandria, onde passou a morar. Quanto ao fim da sua vida, Gelácio afirma que foi neste lugar que sofreu o martírio. Ele diz que Pedro o mandou para o Egito, onde fielmente pregou a Palavra da verdade, selando este testemunho com o seu próprio sangue. Todos os martirólogos, antigos e modernos, concordam com isso. Segundo os fatos históricos, o seu martírio foi assim: No oitavo ano de Nero, depois de fazer uma pregação sobre a morte de Cristo na igreja de Alexandria, na época da Páscoa, os sacerdotes pagãos, junto com o povo daquele lugar, o prenderam. Com ganchos de ferro e cordas, tiraram-no da igreja e saíram arrastando-o pelas ruas da cidade, de modo que as pedras arrancavam pedaços de carne e seu sangue derramava no chão. Esta crueldade continuou até que, repetindo as últimas palavras do nosso Salvador, ele entregou seu espírito nas mãos do Senhor e morreu. Outro escritor relata que ele foi arrastado pelas ruas de uma forma inumana, seu corpo todo sendo rasgado, até não haver nenhum lugar sequer que não sangrasse. Foi assim que ele foi lançado na prisão novamente. Sendo fortalecido e consolado pelo Senhor durante a noite, no outro dia foi novamente levado e arrastado até um lugar chamado Bucli. Seus atormentadores brincavam: “Vamos levar o búfalo até o curral dos búfalos”. Depois de morto, os pagãos queriam queimar seu corpo, mas uma tempestade os impediu e os cristãos o sepulturam. Isto aconteceu, segundo os cálculos feitos, no oitavo ano de Nero, no ano 64 d.C, no dia 21 de abril.

                                          EVANGELHO