7 fatos financeiros que todos os cristãos devem saber



De fato, Jesus falou mais sobre dinheiro do que o céu e o inferno. Devemos falar sobre isso também, de uma maneira saudável e aberta, baseada na verdade bíblica. Aqui estão sete elementos financeiros essenciais da Bíblia que os cristãos devem conhecer.

1. Dinheiro não é mal, é uma ferramenta dada por Deus para o nosso florescimento.
A posse de dinheiro não é em si uma coisa ruim. A palavra de Paulo a Timóteo sobre o dinheiro (1Tm 6:10) não foi uma acusação de dinheiro, mas uma advertência sobre o perigo de se adorar dinheiro.
De fato, foi Paulo que frequentemente coletava dinheiro para cuidar dos cristãos empobrecidos. Com muita frequência, os cristãos, numa tentativa bem-intencionada de incentivar doações generosas, denegrem os valores bíblicos do trabalho árduo e da economia e minam os benefícios do livre mercado e dos salários. O dinheiro pode ser explorado para fins malignos, mas também pode ser aproveitado para o bem.

2. O dinheiro é a recompensa pelo trabalho duro.
Tanto Jesus como Paulo afirmaram a idéia de que o trabalho árduo deveria ser recompensado por um salário justo (Lucas 10: 7; 1Tm 5:18). Deus é glorificado quando aplicamos nossos dons e talentos ao mercado e somos recompensados ​​com dinheiro. De fato, a Bíblia ensina que uma mentalidade que requer dinheiro sem trabalho é um estilo de vida pecaminoso (2 Tessalonicenses 3:10).
Devemos encorajar nossos filhos a trabalhar duro e encontrar recompensa. Claro que dinheiro não é o único motivo para trabalhar; nós trabalhamos para glorificar a Deus (Cl 3:23). Quando trabalhamos, imaginamos um Deus que trabalha e cria.

3. O dinheiro faz um pobre deus.
Provavelmente você já deve ter ouvido a frase: "Não há nada de errado em ter dinheiro. É errado quando o dinheiro tem você". Este é o ponto crucial do aviso de Paulo ao jovem Timóteo em 1 Timóteo 6: 8-10. O dinheiro faz um ídolo pobre e, quando adorado, mergulha as almas na ruína espiritual e física.
Isso não acontece apenas com "O Lobo de Wall Street", mas pode acontecer a qualquer um quando o dinheiro se torna a nossa paixão que tudo leva a consumir. Devemos seguir o conselho do apóstolo e manter nossos recursos livremente. "Não trouxemos nada ao mundo e nada tiramos deste mundo" (1 Timóteo 6: 7). Quando o dinheiro é um deus, ele alimenta atitudes como ganância e inveja, que prejudicam as relações humanas e nos distraem da missão que Deus nos deu.

4. A dívida é um mestre pobre.
Existe um espectro de pontos de vista sobre os cristãos e a dívida. Alguns acreditam que um cristão nunca deve possuir um cartão de crédito ou fazer um empréstimo, enquanto outros acham que as Escrituras permitem um uso inteligente e medido do crédito. Mas não há dúvida de que a dívida é sempre um mestre pobre (Provérbios 22: 7).
Os cristãos no Ocidente têm que se proteger especialmente contra um materialismo que nos empurra para viver além de nossos meios, convertendo luxos em necessidades. Às vezes, a dívida não pode ser evitada em situações difíceis, como desemprego prolongado ou crises médicas, mas, na maioria das vezes, não devemos nos escravizar ao crédito fácil.

5. Devemos fazer da generosidade um estilo de vida.
A Bíblia ensina a generosidade como um modo de vida, independentemente do nosso nível de renda (2Cor 9,6-9). Quando mantemos nossos recursos livremente, Deus nos permite experimentar a bênção e a alegria de dar.
Nós não damos porque Deus está no céu precisando desesperadamente de nosso dinheiro, mas porque Ele nos permite demonstrar nosso amor por Ele, liberando uma parte daquilo que Ele nos deu.

6. Devemos encarar nossas necessidades financeiras como uma oportunidade para confiar em Deus.
O contentamento nos permite confiar em Deus com nossas necessidades e não com nossa própria ingenuidade. Ela nos liberta da preocupação e do medo e nos permite nos agarrar ao Doador de boas dádivas (Tg. 1:17) para nosso sustento e provisão. É isso que significa a oração: "Dá-nos hoje nosso pão de cada dia" (Mt 6). Tudo o que possuímos é da mão do pai.

7. A Escritura, não a cultura, deve moldar nossas visões de ricos e pobres.
Provérbios 30: 8 é uma boa oração: "Não me dê nem pobreza nem riqueza". Nossa cultura gosta de dividir as pessoas por classe, os ricos contra os pobres. Tantos têm atitudes negativas em relação a empresários ricos, assumindo que tudo o que eles têm foi obtido por engano.
Esta é uma atitude pecaminosa. Não apenas é crítico, mas ignora o fato de que havia muitas pessoas ricas e piedosas nas Escrituras (Abraão, Jó, José, etc.). Há também atitudes paternalistas e desumanas em relação aos pobres. Isso também é pecado (Tg 2: 6).
O evangelho de Cristo derruba os muros do preconceito de classe, unindo-nos de várias origens socioeconômicas. Os cristãos não devem avaliar as pessoas com base em seu status econômico, mas com base em seu status como seres humanos criados à imagem de Deus.

Pensamentos finais
Há muitas opiniões na igreja sobre dinheiro e finanças, mesmo entre os seguidores espiritualmente maduros de Cristo. Pessoas boas, às vezes na mesma casa, discordam quanto a dar, o uso da dívida e o que constitui um bom uso do dinheiro. Mas certos princípios básicos e bíblicos são coisas que todos os cristãos podem e devem concordar - e concordam em passar para a próxima geração.

Colaboração: Infinity Presentes (https://www.infinitypresentes.com.br/)